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Senti necessidade de me expressar de outra forma que não através da música e da fotografia, antigas paixões. E foi uma surpresa quando vi que a matéria-prima com que trabalho há tanto tempo, a linguagem, poderia me dar a tábua de salvação expressiva de que eu tanto precisava e que tem me ajudado muito nos meus melhores e piores momentos, a poesia.

Vou listar aqui algumas dessas minhas tentativas de escrever poemas, cronologicamente. Todos os textos são de minha autoria. Mas como até meu romantismo é extremo, você não encontrará aqui poemas românticos nem melosos. São mais humanistas e existenciais, e como tudo ligado à existência, podem, eventualmente, demonstrar algum peso e pessimismo. Não tenho pretensão outra a não ser expressar minhas dores, loucuras, alegrias, dúvidas, angústias, revoltas e outros sentimentos que moram em mim.

Claudia Pinelli Baraúna Rêgo Fernandes®

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"Se eu ler algo e ele fizer meu corpo inteiro gelar, de uma forma que não haja fogo que possa me aquecer, eu sei que se trata de Poesia."



Emily Dickinson

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Fiat Lux!

No meio da noite, uma luz
tentou clarear minhas idéias
buscou dispersar o tormento
e como uma generosa amiga
fez-me enxergar o momento

No meio da noite, uma luz
abriu meus olhos fechados
ajudou-me a seguir em frente
iluminando o longo caminho
levando energia ao ambiente

Hoje aprendi uma boa lição
todos nós temos problemas
uns mais graves, outros não
(como fazer essa classificação?)
e para quase toda questão
há uma equivalente solução

Hoje, com os olhos abertos
e com a inspiração da luz
consegui enfim enxergar
que o escuro é transitório
como a dor é inevitável
o sofrimento é provisório
e só o tempo é implacável.


Claudia Fernandes



25 de junho de 2007

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